Olá!
Hoje
eu vim falar com vocês de um tema que eu particularmente adoro! Tive a
oportunidade de começar a trabalhar com sono e nutrição no penúltimo ano da
faculdade e desde então tenho me aprofundado na área. Muitas pessoas não sabem,
mas o sono e a nutrição tem uma relação muito próxima.
Nos
dias de hoje a redução do tempo de dormir tornou-se algo muito comum na
sociedade, uma vez que a cada dia que passa temos que nos especializar e nos
aperfeiçoar para o mercado de trabalho. Além disso, ainda temos que fazer
exercícios físicos para preservação do bem estar do corpo e da mente e realizar
atividades que nos dão prazer, como ir ao teatro, ao cinema, à praia, para a
balada, fazer exercícios (muito prazeroso para algumas pessoas) etc etc..
O
sono não serve apenas para descansar, como é de senso comum. Isso foi
descoberto pelo simples fato de que uma pessoa que fica deitada o dia inteiro,
sem se mover, sem realizar nenhuma atividade, precisar dormir. Além disso,
durante o sono temos alguns momentos de intensa atividade cerebral. Temos então
a partir daqui, falando por cima, que o sono serve para promover uma homeostase
corporal.
Mas afinal e a questão da nutrição?
Estudos tem
demonstrado que o sono está associado à alteração de ambos os lados da balança
energética do organismo (consumo e gasto energético). Sabe-se que alterações no
padrão do sono e a falta do sono influenciam diretamente na sensação de fome e
apetite, bem como na preferencia por diferentes categorias de alimentos,
predispondo então à obesidade. Além disso, muitos estudos correlacionam o curto
tempo de sono (por si só) com o aumento do IMC.
Um
dos mecanismos pelo qual ocorre este aumento do ganho de peso é que na
restrição de sono há uma redução do hormônio leptina, que proporciona uma
sensação de saciedade, e um aumento do hormônio grelina, responsável pelo
aumento do apetite. Além disso, quando o individuo fica muito tempo sem dormir,
ele tem um maior acesso aos alimentos em um horário em que o organismo não está
preparado para recebê-los.
Algumas evidências
apontam que a restrição de sono parece aumentar não somente o apetite, como
também a preferência por alimentos mais calóricos, como por exemplo, aqueles
ricos em carboidratos e gorduras, tais como: doces, biscoitos salgados e
tubérculos (batata por ex.). Como se não bastasse isso, o interesse (digamos
assim) por frutas e vegetais reduz muito naqueles indivíduos restritos de sono.
Essa preferência é muito preocupante, uma vez que além dos indivíduos com perda
de sono apresentarem um padrão hormonal predisponente para uma ingestão
calórica aumentada, o preenchimento dessas calorias tende a ser feito com
alimentos de baixa qualidade nutricional.
Viram só como dormir bem é de extrema
importância para o estado nutricional? Estar restrito de sono engloba muuuitos
fatores e se vocês quiserem posso comentar mais afundo disso em outros posts..
Mas já adiantando, não adianta só dormir muitas horas, precisa dormir bem! Ou
seja, é necessário ter um equilíbrio entre o tempo e a qualidade do sono.
E ai, gostaram?
Até a próxima.



Nenhum comentário:
Postar um comentário