terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sono e Nutrição

Olá!
 
Hoje eu vim falar com vocês de um tema que eu particularmente adoro! Tive a oportunidade de começar a trabalhar com sono e nutrição no penúltimo ano da faculdade e desde então tenho me aprofundado na área. Muitas pessoas não sabem, mas o sono e a nutrição tem uma relação muito próxima.
Nos dias de hoje a redução do tempo de dormir tornou-se algo muito comum na sociedade, uma vez que a cada dia que passa temos que nos especializar e nos aperfeiçoar para o mercado de trabalho. Além disso, ainda temos que fazer exercícios físicos para preservação do bem estar do corpo e da mente e realizar atividades que nos dão prazer, como ir ao teatro, ao cinema, à praia, para a balada, fazer exercícios (muito prazeroso para algumas pessoas) etc etc..
O sono não serve apenas para descansar, como é de senso comum. Isso foi descoberto pelo simples fato de que uma pessoa que fica deitada o dia inteiro, sem se mover, sem realizar nenhuma atividade, precisar dormir. Além disso, durante o sono temos alguns momentos de intensa atividade cerebral. Temos então a partir daqui, falando por cima, que o sono serve para promover uma homeostase corporal.
 
 Mas afinal e a questão da nutrição?
Estudos tem demonstrado que o sono está associado à alteração de ambos os lados da balança energética do organismo (consumo e gasto energético). Sabe-se que alterações no padrão do sono e a falta do sono influenciam diretamente na sensação de fome e apetite, bem como na preferencia por diferentes categorias de alimentos, predispondo então à obesidade. Além disso, muitos estudos correlacionam o curto tempo de sono (por si só) com o aumento do IMC.
            Um dos mecanismos pelo qual ocorre este aumento do ganho de peso é que na restrição de sono há uma redução do hormônio leptina, que proporciona uma sensação de saciedade, e um aumento do hormônio grelina, responsável pelo aumento do apetite. Além disso, quando o individuo fica muito tempo sem dormir, ele tem um maior acesso aos alimentos em um horário em que o organismo não está preparado para recebê-los.
Algumas evidências apontam que a restrição de sono parece aumentar não somente o apetite, como também a preferência por alimentos mais calóricos, como por exemplo, aqueles ricos em carboidratos e gorduras, tais como: doces, biscoitos salgados e tubérculos (batata por ex.). Como se não bastasse isso, o interesse (digamos assim) por frutas e vegetais reduz muito naqueles indivíduos restritos de sono. Essa preferência é muito preocupante, uma vez que além dos indivíduos com perda de sono apresentarem um padrão hormonal predisponente para uma ingestão calórica aumentada, o preenchimento dessas calorias tende a ser feito com alimentos de baixa qualidade nutricional.

 
Viram só como dormir bem é de extrema importância para o estado nutricional? Estar restrito de sono engloba muuuitos fatores e se vocês quiserem posso comentar mais afundo disso em outros posts.. Mas já adiantando, não adianta só dormir muitas horas, precisa dormir bem! Ou seja, é necessário ter um equilíbrio entre o tempo e a qualidade do sono.
 
E ai, gostaram?
 
Até a próxima.

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